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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Dia em que a Esquerda Perdeu e a Verdadeira Democracia Ganhou!

A posse de Porfirio Lobo Sosa ontem, novo presidente de Honduras, encerra uma crise de sete meses, que teve início com a deposição CONSTITUCIONAL de Manuel Zelaya, no dia 28 de junho do ano passado. Os que me leem - e a muitos outros blogueiros - sabem o que verdadeiramente ocorreu: Chávez, o comunista venezuelano, começou a grita e as esquerdas, unidas no Foro de São Paulo, o seguiram - e até alguns bocós, que nada tinham a ver com aquela entidade maligna, creram neles e deram sustentação à farsa.

E, a partir daí, todos - praticamente sem exceção - passaram a chamar a deposição de Zelaya de "golpe de Estado", a despeito da clareza com que a Constituição daquele país indicava que o verdadeiro golpista era Zelaya!

Até os EUA, notórios defensores da democracia, engrossaram o coro dos que queriam a volta do golpista Zelaya, congelando fundos de assistência e cancelando o visto de hondurenhos comprometidos com o "golpe".

Poucos países sofreram cerco semelhante - e nenhuma democracia passou por algo parecido. Honduras, porém, seguiu sendo o que realmente é hoje: uma democracia! As eleições, cujo calendário havia sido decidido antes da tentativa de golpe de Zelaya, foram mantidas, não se votou uma só lei de exceção, os Poderes Constituídos mantiveram a sua autonomia e as suas prerrogativas, não houve cassações, não se fizeram prisões políticas e, mais importante que tudo isso, a maioria do povo hondurenho, consciente do valor da verdadeira democracia, apoiou firmemente a decisão de manter o ex-presidente golpista longe do poder.
Aproveitando todo este distúrbio, Hugo Chávez decidiu patrocinar pessoalmente a volta de Zelaya, invadindo o espaço aéreo hondurenho, mas seu intento deu com os burros n'água. E tentou novamente, com o auxílio do Brasil, da Nicarágua e de El Salvador, conseguindo, finalmente, instalar o ex-presidente golpista na embaixada brasileira.

Mas o tempo, senhor e dono absoluto da Verdade e da revelação das mentiras e trapaças feitas pelas esquerdas para a tomada do poder, foi passando e parte da imprensa, daqui e do mundo - e até muitos governos que anteriormente condenaram o falso "golpe" -, começou a fazer aquilo que fizemos aqui: ler a Constituição de Honduras!, afinal esta Carta é que assegura as leis naquele país, assim como a Constituição brasileira assegura nossas leis.

E o apoio do "império", que até então era crucial para as pretensões esquerdistas, ruiu: quando Daniel Ortega, outro membro do Foro de São Paulo e apoiador de Chávez e Zelaya, deu um golpe na Constituição da Nicarágua e fez a Corte Suprema declarar sem efeito parte do texto para, também ele, tentar se eternizar no poder, a ficha de Washington finalmente caiu e até eles resolveram ler e passar a respeitar a Constituição hondurenha!!!

A posse de Lobo, em eleições ABSOLUTAMENTE DEMOCRÁTICAS, expõe a diplomacia brasileira à vergonha como nunca antes nestepaiz, uma vez que Lula e seus "red caps" resolveram não reconhecer sua vitória, além do ridículo a que está submetida a OEA, sob o jugo do esquerdista Jose Miguel Insulza, o qual previa um banho de sangue caso Zelaya não retornasse ao poder!

O que se viu nesta conspiração esquerdista, capitaneada pelos principais membros do Foro de São Paulo, foi apenas parte de seu "modus operandi" de tomada de poder. Zelaya, que se bandeara para o lado deles, tinha que ser reempossado, pois fora eleito pela maioria do povo hondurenho e, durante os meses em que esta crise durou, eles repetiram o mantra de que não se pode depor um presidente eleito.

Não? Nem se ele desrespeitar flagrantemente a Constituição do país que assumiu?

Ora, neste caso é uma questão de DEVER e não de poder, afinal, cada país tem a sua Constituição, e a do Brasil não pode ser aplicada em Honduras - e vice-versa. E em Honduras, ouvidos o Congresso e a Corte Suprema, guardiães da Constituição daquele país, houve o julgamento: Zelaya afrontou as leis e tinha que ser deposto. Legalmente. Conforme manda a Constituição.

E esta derrota dos esquerdistas é apenas a ponta do iceberg da queda do Foro de São Paulo: até Fidel escreveu que temia que o "golpe" hondurenho servisse de exemplo para outros países na na América Latina!

Chávez, arrasa a Venezuela. Cada vez mais, ele depende do apoio dos militares para governar, pois o povo que o elegeu protesta todos os dias contra sua ditadura escancarada - e isto é o que ele é, um ditador, a despeito de Lula ter dito que na Venezuela "há democracia até demais".

Aqui no Brasil, o PT e seus associados, temem a derrota da terrorista e mentirosa (tudo bem, eu sei que falar "esquerdista mentiroso" é um pleonasmo vicioso, mas, vá lá, é sempre melhor dar uma força à Verdade) Dilma Rousseff: fazem de tudo e tentam retirar nossas liberdades com o PNDH III, CONFECOM e "CONACUL".

E o domínio esquerdista pode estar começando a ruir: o povo não é completamente bobo. E já começa a entender os planos de dominação esquerdista.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Guerra Contra Honduras

Os presidentes do Mercosul ratificaram nesta terça-feira, 8, sua "mais enérgica condenação" ao golpe de Estado em Honduras e anunciaram seu "pleno desconhecimento" do novo governo que saiu das eleições de 29 de novembro.

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, e foi assinado pelo presidente Lula e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

A declaração dos países-membros do bloco e da Venezuela, lida pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, considera "inaceitáveis as graves violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais do povo hondurenho".

"Diante da não restituição do presidente Manuel Zelaya no cargo para o qual foi democraticamente eleito pelo povo hondurenho, (os membros do Mercosul) manifestam o total e pleno desconhecimento do pleito eleitoral realizado em 29 de novembro pelo Governo de fato", acrescenta o documento.

Segundo o texto, esse pleito "ocorreu em um ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade, constituindo um duro golpe aos valores democráticos para a América Latina e o Caribe".

Cristina Kirchner
Além do "comunicado especial", na Cúpula do Mercosul, realizada em Montevidéu, os líderes dos países-membros do bloco expressaram seu repúdio ao ocorrido em Honduras, em cada um de seus discursos.

Um dos mais enfáticos foi o da presidente Cristina Kirchner, que, ao assumir temporariamente a presidência do Mercosul, afirmou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) "deveria tomar medidas econômicas" contra o novo governo de Honduras.

"Além da declaração clara e contundente que fizemos em conjunto, seguramente poderia haver medidas econômicas e creio que a OEA deve tomá-las", afirmou a líder argentina.

Comento:

Pois bem, estes são aqueles que se blasonam de democratas. Os principais membros do Foro, reunidos como chefes de Estado na cúpula do Mercosul, repudiam a Verdadeira Democracia hondurenha.

E isto porque o ex-presidente Manuel Zelaya, que iniciou sua carreira política num partido de direita, aproximou-se de Chávez, sendo mais um títere do aprendiz de tirano totalitário - ofício este aprendido com o tirano-mor, Fidel Castro.

Aliás, falando no tirano-mor, já que a madame Kirshner quer tanto a ação da OEA, que tal esta organização fazer uma revisão da entrada de Cuba como membro da entidade? Afinal, um dos princípios que a regem é que os países-membros devem ser democracias, e não tiranias comunistas, como é Cuba desde 1959.

O que estes esquerdistas não suportam é o fato de Honduras ter seguido fielmente suas Constituição e não ter caído nos planos de dominação total do Foro para a implantação da URSAL em todo o subcontinente. E ter conseguido, apesar de todos os esforços contrários destes palhaços, seguir trilhando o caminho da liberdade, fazendo suas eleições extremamente limpas.

Eles não suportam que o SEU GOLPISTA, Zelaya, tenha sido expulso da presidência de Honduras. Assim, como sempre fizeram em todas as épocas, estes comunistas acusam os outros daquilo que fazem: golpistas, anti-democratas, corruptos, etc.

Mas o fato é que Honduras venceu. E, como já ocorre na Colômbia e no Peru, e tende a ocorrer também no Chile, continuará vencendo, dificultando os planos de dominação do Foro.

Viva Honduras!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Zelaya Insta Insurreição em Honduras

El gobierno de facto de Roberto Micheletti adoptó las primeras medidas económicas para hacer frente a la crisis en Honduras, mientras el depuesto presidente Manuel Zelaya instó a los hondureños a la “insurrección” para forzar su restitución en el poder.

Consciente de que el tiempo apremia después de más de dos semanas en el exilio, y que su rival, Roberto Micheletti, ya está instalado en el poder, con el gobierno prácticamente formado, Zelaya instó a los hondureños a la “insurrección”.

“La insurrección es un derecho legítimo (...) frente a un gobierno usurpador y de militares golpistas”, afirmó Zelaya en rueda de prensa en Guatemala, adonde llegó el martes procedente de Nicaragua.

Zelaya incitó a sus compatriotas a la “la huelga, la manifestación, las tomas, la desobediencia civil” hasta que los “golpistas salgan del régimen de facto que han establecido en nuestro país”.

El presidente depuesto tiene ahora depositadas sus esperanzas de volver a Tegucigalpa en la negociación que se reanuda este sábado en Costa Rica con la mediación del presidente Oscar Arias. Pero nada parece indicar que Micheletti, designado presidente por el Congreso Nacional tras el golpe, vaya a retirarse.

“El gobierno tiene el control completo del territorio”, avisó la víspera el canciller Carlos López, uno de los cuatro negociadores de la delegación de Micheletti, quien recomendó a Zelaya y a su delegación que se “carguen de paciencia” en la negociación, la misma que ha pedido el propio Arias.

Pocos en Honduras, con excepción de los sindicatos y los movimientos sociales de izquierda, desean el regreso de Zelaya al poder.

Mientras Zelaya da la vuelta a Centroamérica y viaja a Estados Unidos para recabar apoyos, el gobierno de Micheletti adoptó la víspera las primeras medidas de tipo económico en su primer consejo de ministros, destinadas a capear la crisis en que se encuentra el país.

El presupuesto para el 2009, que el gobierno de Zelaya debió haber presentado hace 10 meses, será de 112.938 millones de lempiras (5.600 millones de dólares), lo que supone una reducción de 8,2% con respecto a 2008, así como “una disminución del gasto corriente del 10% del gobierno central y un 20% de las instituciones descentralizadas”, según anunció la nueva titular de Finanzas Gabriela Núñez.

“Se reducirán los gastos en compra de vehículos, viáticos, compra de combustible, publicidad y todo gasto innecesario”, señaló la ministra quien aseguró que las entidades financieras internacionales no han suspendido los fondos externos ni los países la cooperación con Honduras.
Mientras trata de dar señales de normalidad a el país, que amaneció este miércoles sin toque de queda por segundo día consecutivo.

Micheletti ha tenido que hacer frente a la primera baja de su gobierno con la dimisión de Enrique Ortez de la cartera de Gobernación después que había hecho otro tanto de la cancillería.
Ortez, que había dicho del presidente estadounidense Barack Obama que es un “negrito que no sabe dónde está Tegucigalpa”, ha tomado la decisión de retirarse para “no causar daño al gobierno de nuestro amigo Roberto Micheletti”, según declaró en su carta de renuncia.

no Diario Las Americas

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Morre o Golpe ou Morrem as Constituições

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou em novo artigo que a América Latina corre o risco de ser assolada por uma onda de golpes de Estado militares se o presidente de Honduras deposto, Manuel Zelaya, não for restituído.

Em sua coluna publicada na noite de sexta-feira, 10, Fidel disse que, dependendo do resultado da crise política hondurenha, líderes militares direitistas treinados pelos EUA poderiam voltar suas armas contra os governos.

"Se o presidente Manuel Zelaya não foi reintegrado ao cargo, uma onda de golpes de Estado ameaça varrer muitos governos da América Latina, que estará à mercê dos militares de extrema direita, educados com a doutrina de segurança da Escola das Américas", escreveu Fidel em mais uma de sua Reflexões, intitulada "Morre o golpe ou morrem as Constituições".

O líder cubano refere-se à escola militar americana responsável pelo treinamento de milhares de soldados e oficiais latino-americanos. Fidel reforça o argumento usado por Zelaya de que é um "direito dos povos da América Latina eleger os seus governantes", e por isso o presidente deposto deveria ser reconduzido ao cargo.

O líder cubano afirma ainda que Washington pressionou Zelaya para negociar um "humilhante perdão" pelas ilegalidades que é acusado pelo governo golpista, e que o país está "ocupado pelas Forças Armadas dos EUA", que possuem uma base militar no local.

No artigo, Fidel assegura que enquanto o presidente americano, Barack Obama, declarava que o único presidente constitucional de Honduras é Zelaya, "em Washington, a extrema direita manobrava para que [Zelaya] negociasse um humilhante perdão". "Era óbvio que tal ato significaria entre os seus e no mundo o seu desaparecimento da cena política".

(...)

no Estado de São Paulo.

Comento:
Ah! Este é o medo deles: que haja uma onda de "golpes" que defenda a verdadeira democracia em cada país onde os membros comuno-esquerdistas do Foro de São Paulo são governantes e faça com que seus desejos de formar a "Pátria Grande" comunista sejam interrompidos.

Ademais, quem é Fidel para falar em "direito dos povos da América Latina eleger os seus governantes"?

Ele sempre governou com mãos de ferro a ilha caribenha e nunca permitiu, nos 50 anos em que foi ditador, uma eleição verdadeiramente democrática, já que em Cuba somente existe um partido político - e sempre houve 662 políticos inscritos para as "eleições" a fim de preencherem as 662 cadeiras do Congresso.

Se Fidel - e os demais governantes que falam em "golpe" - respeitassem verdadeiramente a democracia e a Constituição hondurenha, saberiam que é proibida em cláusula pétrea qualquer tentativa de modificar o modelo eleitoral naquele país, e que, por isso, Zelaya perdeu, automaticamente, seus direitos políticos, como bem podemos verificar no artigo 239 da Constituição hondurenha, que diz que "o cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessados de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública".

No Título VII, "Da Reforma e da Inviolabilidade da Constituição", Capítulo I, "Da Reforma da Constituição", o artigo 374 prescreve a cláusula pétrea da impossibilidade de reeleição nos seguintes termos: "Não se poderá reformar, em nenhum caso, o artigo anterior [ trata da reforma da constituição ], o presente artigo, os artigos constitucionais que se referem à forma de governo, ao território nacional, ao prazo do mandato presidencial, à proibição para ser novamente Presidente da República, o cidadão que o tenha exercido a qualquer título e o referente àqueles que não podem ser Presidentes da República no período subseqüente."


Aqui está evidente a cláusula pétrea que proíbe a reeleição de Presidente da República.

O artigo 4º é de clareza solar ao definir, constitucionalmente, o delito contra a alternância do poder: "A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercido por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem subordinação. A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria."

Embora Zelaya não tenha infringido esta norma, queria e precisava alterá-la, e, para tanto, tentou o golpe sob a forma de um referendo popular para modificá-la - no que foi detido pelos militares a mando da Corte Suprema.

No Capítulo III, "Dos Cidadãos", o artigo 4º estabelece: "A qualidade de cidadão perde-se: (...) 5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República;".

Por outro lado, o artigo 238 arrola os requisitos necessários para ser Presidente do seguinte modo: "Para ser Presidente ou Designado à Presidência, requer-se: (...) 3. Estar no gozo dos direitos de cidadão;".

Aqui, uma enorme dificuldade constitucional para Zelaya. Talvez a maior blindagem contra a reeleição. A prova do fato, no caso, notório, de conhecimento geral de que promovia e lutava por seu próprio continuísmo, faz perder a cidadania, um dos requisitos essenciais não só para assumir o cargo, mas também para manter-se como Presidente da República.

O artigo 245 esclarece "o Presidente da República detém a administração geral do Estado: são suas atribuições: 1. Cumprir e fazer cumprir a Constituição, os tratados e convenções, leis e demais disposições legais". (...) "16. Exercer o comando em Chefe das Forças Armadas em seu caráter de Comandante Geral, e adotar as medidas necessárias para a defesa da República;".

No Capítulo X, "Das Forças Armadas", o artigo 272 dispõe que "As Forças Armadas de Honduras são uma Instituição Nacional de caráter permanente, essencialmente profissional, apolítica, obediente e não deliberante. São constituídas para defender a integridade territorial e a soberania da República, manter a paz, a ordem pública e o império da Constituição, os princípios do livre sufrágio e a alternância no exercício da Presidência da República."

Note-se que o Presidente é o comandante supremo das Forças Armadas. Estas devem obediência ao Chefe de Estado, na medida em que este obedeça a Constituição e, no caso, esta obriga expressamente que as Forças Armadas defenda a alternância do exercício da Presidência da República. No momento em que o presidente pretende a permanência por meio da reeleição, descumprindo as normas constitucionais e decisões da Corte Suprema de Justiça de Honduras, a ordem de prisão emanada por este Tribunal haveria de ser cumprida.

Os fatos e o conjunto das disposições constitucionais citadas mostram que, em Honduras, não houve golpe de Estado. Hans Kelsen ensinava que o golpe de Estado "instaura novo ordenamento jurídico, dado que a violação do ordenamento precedente implica também na mudança da sua norma fundamental e, por conseguinte, na invalidação de todas as leis e disposições emanadas em nome dela". Trata-se de poder de fato a impor-se contra a ordem jurídica em vigor, instituindo novo ordenamento.

Em Honduras, o modelo comunista do ex-presidente Zelaya - apoiado pelo "socialismo do século XXI" do bolivariano Hugo Chávez - foi repelido graças a uma Constituição fortemente aramada contra a tentação do continuísmo e do caudilhismo latino-americano. Lá se evitou o golpe e se defendeu a Constituição e a lei - e, portanto, a verdadeira democracia, coisa que Fidel e os demais membros do Foro de São Paulo, não respeitam em hipótese alguma!

Assim, o título que Fidel deu a seu artigo ("Morre o Golpe ou Morrem as Constituições") é profundamente verdadeiro, mas, como tudo o que os esquerdistas fazem, é pelos motivos errados.

Zelaya era o golpista. A Suprema Corte, na defesa de sua democracia e da Constituição do país, o depôs. Se Zelaya voltar, como querem seus apoiadores, morrerá a Constituição e a democracia de Honduras.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Qual o Medo Deles?

Por que a canalha latino-americana grita tanto contra o que chama “golpe” em Honduras, quando resta evidente que Manuel Zelaya é que tentava golpear as instituições? Teme-se o óbvio: o efeito cascata. Como o próprio Lula exclamou: “Imaginem se vira moda!”

Pois é. Imaginem se as forças políticas - em associação com os militares, sim - começarem a botar para correr os vagabundos que solapam a democracia para, supostamente, democratizar os países. Pela ordem: Chávez, Rafael Correa, Evo Morales e Daniel Ortega deveriam ter tido o mesmo destino que hoje tem Zelaya. Mais: o chavismo está levando sua “revolução” para o Peru. No Paraguai, Fernando Lugo, companheiro de Ortega em molestamento infantil, ensaia passos ainda tímidos, mas reais, no golpe de inspiração bolivariana.

E, aqui, meus caros, é importante considerar que esses líderes se aproveitam de um momento em que, com efeito, as forças militares do continente, antes fiadoras das chamadas “elites tradicionais”, decidiram, em regra, se profissionalizar. Contentam-se, felizmente, em ser guardiãs da Constituição - o que, na prática, são em todos os países democráticos.

Ora, não é segredo para ninguém que a América Latina foi infelicitada pelas, vá lá, elites historicamente corruptas. Mas será que o melhor método de combatê-las é o chavismo? Quer dizer que as “elites historicamente corruptas” serão substituídas por uma nova elite corrupta, que ainda pretende fazer história, é isso? De certo modo, com outros métodos, o mesmo processo está em curso no Brasil. As oligarquias tradicionais se juntaram aos novos oligarcas, que seqüestraram, pela via eleitoral, o aparelho de estado. Quando Lula chegou ao poder, encontrou instituições sólidas. O PT bem que tentou e tenta enfraquecê-las. Hoje, elas são menos saudáveis do que antes. Mas ainda não há espaço para o golpismo. Por enquanto ao menos.

Barack Fidel Che Obama nada tem a dizer. Seu suposto respeito à democracia, secundado pela diplomacia de Hillary Clinton, não passa, na aparência, de uma concepção cartorial; na essência, é só má consciência e, incrivelmente, rendição aos inimigos dos EUA. Na América Latina, tenta emular com o chavismo, mas adotando-lhe parte do discurso, em vez de confrontá-lo. No Oriente Médio, sua fala está sempre interessada, oh!!!, em amansar os radicais. Ontem, ganhou o noticiário do mundo ao reduzir, em parceria com a Rússia, o arsenal nuclear. A redução é inócua, mas rende dividendos para a sua biografia em favor da paz… A Rússia, diga-se, não tem nenhum problema com sua “área de influência” e deixou isso muito claro na Geórgia. A Rússia não tem Barack Hussein; tem Putin.

O problema da reação de Honduras à tentativa de golpe de Zelaya é que, com efeito, há certo potencial para “virar moda”: vai que outros vagabundos queiram adotar a democracia bolivariana, e os militares os ponham para correr, não é mesmo?

Honduras incomoda porque foi o primeiro país a denunciar, com resistência ativa, o método chavista. E o fez sem pedir permissão para Barack Hussein. Até porque Barack Hussein não daria. Ele está ocupado em construir a sua biografia de progressista, inclusivo e amigo da paz. Mais uma ditadurazinha de esquerda não faria diferença. Ao contrário até. Talvez ajudasse a construir sua fama de tolerante.

O problema desse rapaz é que ele pretende ser aceito e adotado pelo inimigo. Só se consegue isso fazendo as suas (do inimigo) vontades. E Barack Hussein faz.

por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Honduras Diz Não ao Foro de São Paulo

A um dia do fim do ultimato dado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) ao governo interino de Honduras, o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, desembarca hoje em Tegucigalpa com a difícil missão de viabilizar a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya.

“Não vamos a Honduras negociar. Vamos a Honduras solicitar que mudem o que eles estão fazendo”, disse Insulza, durante visita à Guiana. “Farei tudo o que posso, mas acho que será muito difícil mudar o rumo das coisas em dois dias.”

Anteontem, a Assembleia Geral da OEA deu um ultimato de 72 horas a Honduras para que restitua Zelaya ao poder de forma “imediata, segura e incondicional”, sob pena de o país ser suspenso do grupo.

Embora a pressão internacional contra o presidente interino, Roberto Micheletti, aumente a cada dia, seu governo vem mantendo o discurso de que a volta de Zelaya não está na mesa. Desde a deposição, no último domingo, essa posição tem o respaldo do Judiciário, do Congresso, do Ministério Público e do alto comando das Forças Armadas.

Em entrevista à Folha ontem, a vice-chanceler do governo interino de Honduras, Martha Lorena Alvarado, disse que “tudo é negociável com a OEA, menos a volta de Zelaya”.

À tarde, Micheletti disse que a comissão da OEA será “bem-vinda”, mas disse que, a princípio, ele não se reunirá com Insulza. “Tenho entendido que falarão com a Promotoria, com a Corte Suprema de Justiça. Sou a última parte. Mas vamos recebê-lo como o que somos, um governo constitucional”, disse, em entrevista coletiva na Casa Presidencial.

“Estamos já planejando um disquete para enviar a todo o mundo uma cronologia do que aconteceu desde o primeiro dia desses acontecimentos”, afirmou Micheletti, ao ser questionado sobre como estava se preparando para receber Insulza.

Questionado se estaria de acordo em antecipar eleições presidenciais, Micheletti disse que “totalmente, se essa for uma maneira de solucionar esse tipo de problema”.

O governo interino manteve para o dia 29 de novembro a realização de eleições parlamentares, presidenciais e municipais.

por Fabiano Maisonnave, na Folha

Comento:
Zelaya era presidente de Honduras. Originalmente eleito por uma coalizão de centro-direita em uma acirrada disputa em 2005, conseguiu aprovar, em 2008, a entrada daquele país na ALBA (ALternativa Bolivariana para as Américas) no ano passado.

Desde então, parece que Zelaya começou a sofrer, devido à aproximação com o candidato a ditador Hugo Chávez, delírios Castrista e quis modificar a Constituição de seu país para que houvesse reeleição e pudesse perpetuar-se no poder, tal qual o próprio Chávez fez na Venezuela - seguido por Correa e Evo Morales.

A crise política em Honduras se agravou a partir de março deste ano, quando o ex-presidente Manuel Zelaya apresentou uma proposta para realizar um plebiscito sobre a criação de uma assembleia constituinte que permitisse a reeleição presidencial.

Neste referendo, Zelaya dizia que a mudança constitucional era necessária para fazer as mudanças que Honduras necessita para se desenvolver. E entre as mudanças estava a reeleição para presidente. Porém, segundo a atual Carta Magna do país, promulgada em 1984, o mandato único do presidente da república é uma cláusula pétrea e não pode ser alterada.

Com esta proposta, Zelaya, que já governava com minoria no Congresso, que é unicameral, perdeu apoio até dentro do próprio partido (Partido Liberal) e a Suprema Corte, que é apontada pelo Legislativo, também se posicionou contra a realização do referendo.

Zelaya também tem uma relação difícil com os meios de comunicação. Em seus delírios chavistas de grandeza, Zelaya obrigou por decreto, em 2007, rádios e televisões a exibirem duas horas de propaganda do governo, por julgar que a cobertura dos grandes veículos era tendenciosa.

Na última semana, porém, a tensão entre o Executivo e os demais poderes e o Exército cresceu. O plano do presidente foi considerado ilegal pelo Congresso e pela Justiça, por ferir a Constituição vigente. Em 23/06/2009, o Congresso aprovou uma lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, o que impossibilitaria os planos do presidente. Em seguida, o chefe do Exército, general Romeo Vasquez, disse que não ajudaria na organização do referendo para não desrespeitar a lei.

Líderes militares se recusaram a entregar urnas para a votação, uma decisão que levou à demissão do general Vasquez e à renúncia do ministro da Defesa, Edmundo Orellana. Os chefes da Marinha e da Aeronáutica também renunciaram em protesto.

Na quinta-feira, o presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas que estavam guardadas lá. O Exército, por sua vez, colocou centenas de soldados nas ruas da capital, a fim de prevenir que os aliados do presidente causassem confusão.

No sábado, o presidente ignorou uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército. "Nós não vamos obedecer a Suprema Corte", disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo. "A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia."

Pausa:
Zelaya nasceu em 20 de setembro de 1952, em uma família de madeireiros e fazendeiros de Olancho, no oeste do país. Chegou a cursar engenharia civil, mas abandonou os estudos para se dedicar ao trabalho nas terras da família. Foi presidente de uma associação de industriais madeireiros e do conselho hondurenho de empresas privadas. Foi também diretor de um banco, mantendo-se em contato com a cúpula do empresariado de seu país.

Voltando:
No domingo, militares, a pedido da Suprema Corte, invadiram o palácio presidencial, prenderam Zelaya, ainda de pijama, em seu dormitório e o colocaram num avião para a Costa Rica. À noite, o Congresso leu uma carta atribuída ao presidente na qual ele renunciava, o que foi desmentido por ele, e o destituiu do cargo, nomeando Roberto Micheletti, líder do Congresso, como novo presidente do país, conforme exige a Constituição.

A Constituição de Honduras estabelece que: "ARTICULO 239.- El ciudadano que haya desempeñado la titularidad del Poder Ejecutivo no podrá ser Presidente o Vicepresidente de la República. El que quebrante esta disposición o proponga su reforma, así como aquellos que lo apoyen directa o indirectamente, cesarán de inmediato en el desempeño de sus respectivos cargos y quedarán inhabilitados por diez (10) años para el ejercicio de toda función pública."


Trata-se da Constituição de um país historicamente traumatizado por ditaduras e ditadores. Que põe na Constituição uma defesa contra aventuras continuístas. E Manuel Zelaya PROCUROU, COM SEU REFERENDO, GOLPEAR A CONSTITUIÇÃO E A DEMOCRACIA HONDURENHAS. Ou seja, as ações ilegais do ex-Presidente de honduras, ao tentar realizar um plebiscito inconstitucional, ACARRETARAM SUA DESTITUIÇÃO AUTOMÁTICA DO CARGO!

Mesmo assim, diante dos acontecimentos, praticamente o mundo inteiro tem condenado o "golpe militar" que depôs Zelaya, incluindo-se, aí, o "império" norte-americano, na figura do presidente Hussein - o qual, muitos como o próprio Chávez, ainda condenam como sendo os verdadeiros interessados no "golpe militar".

Chávez, que influenciou profundamente Zelaya, agora, está fazendo um grande bloqueio econômico a Honduras - justamente ele, que, como os outros membros do Foro de São Paulo, sempre condenou o embargo econômico que os EUA mantinham em relação a Cuba. Logicamente, bem sabe Chávez, o governo hondurenho é, politicamente, de centro-direita. Fosse de esquerda, nada haveria. Pelo contrário, seria fartamente apoiado - inclusive com as Forças Armadas venezuelanas aportando em Honduras para garantir a apoio ao novo presidente.

Mas Honduras vai resistir à pressão? A resposta é uma só: já resistiu. Manuel Zelaya e Hugo Chávez, que é o verdadeiro pilar da crise que vive o país, já não lograram o seu intento, ainda que Zelaya volte e conclua o seu mandato, como quer a OEA e a ONU.

E somente voltará com um acordo com o governo provisório e as forças que o apóiam — praticamente, o país inteiro. A reforma da Constituição, como ele queria, dificilmente seria feita. E isso quer dizer que o golpe de Chávez, em Honduras, falhou. Na verdade, não é a primeira vez que dá errado - no Peru, ele quebrou a cara, mas foi ainda durante o processo eleitoral, apesar de que, agora, por intermédio de Evo Morales, tenta criar uma
convulsão indígena no país.

As lideranças políticas e os militares impediram o golpe de estado de Zelaya impuseram, também por intermédio do uso legítimo da força, a ordem constitucional. Medidas de restrição à liberdade que estão em curso foram aprovadas no Congresso por unanimidade. Zelaya não tem um mísero aliado de peso no país - nem mesmo no seu partido. Veja abaixo o que segue na Folha de São Paulo:

Até domingo assessor do presidente deposto Manuel Zelaya para projetos especiais, Moisés Starkman ocupa, assim como vários outros membros do alto escalão hondurenho, o mesmo cargo no governo interino de Roberto Micheletti. Nesta entrevista à Folha, Starkman afirma que Zelaya não tinha apoio para mudar a Constituição e que a influência do governo do venezuelano Hugo Chávez prejudica o país:

FOLHA - Há condições para a OEA (Organização dos Estados Americanos) negociar a volta de Zelaya a Honduras?

MOISÉS STARKMAN - Não creio que esse processo tenha começado ainda. Uma coisa é fazer contato, outra coisa é negociar. Mas surpreende que o secretário-geral da OEA [José Miguel Insulza, que chega hoje ao país] não tenha visitado Honduras antes para fazer uma missão de avaliação sobre o que efetivamente estava ocorrendo.

FOLHA - O senhor permaneceu no governo Zelaya até o final. Havia de fato a influência do presidente Hugo Chávez?
STARKMAN - Isso é muito difícil de medir, mas é evidente que havia uma aproximação cada vez maior em direção ao governo venezuelano. O que começou como uma aproximação comercial, com a Alba [Alternativa Bolivariana para as Américas, bloco liderado por Chávez ao qual Honduras se filiou no ano passado], foi adquirindo outro tipo de relação.

FOLHA - Qual era a intenção de Zelaya ao tentar convocar uma Assembleia Constituinte?
STARKMAN - Zelaya manifestou, em várias ocasiões, a necessidade de mudar a Constituição. Agora, em Honduras, tivemos o maior período de paz e de democracia com a Constituição atual. É uma Carta em vigência desde 1984 e, desde então, temos eleição a cada quatro anos. É uma Constituição que deu estabilidade ao nosso país. A Constituição tem artigos que não podem ser mudados. E um deles se refere à forma do governo, ao período presidencial e à não reeleição. Em Honduras, a ausência de reeleição tem sido um dos elementos que vêm dando estabilidade até o presente.

FOLHA - Chávez é a grande ameaça para Honduras, como alega o presidente interino?
STARKMAN - Chávez vem dando várias declarações infelizes. Isso faz com que haja temor em Honduras de que se queira exportar uma forma de governo que pode ser boa para a Venezuela. Mas nós, em Honduras, queremos uma forma de governo própria. Pessoalmente, acho importante que em Honduras haja um sistema de pesos e contrapesos. Não gostaria que, em Honduras, haja um presidente que faça o que quiser e quando quiser.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mais Socialismo...

O presidente venezuelano advertiu que a autorização concedida pelo Estado a um meio de comunicação não mencionado, pode terminar a qualquer momento, após retomar suas pretensões de conspiração.

"Atenção que a conspiração segue caminhando. Estão jogando com algo que é um meio de comunicação e existe a possibilidade (...) de que a concessão que têm se acabe", disse o presidente durante uma emissão de "Olá, Presidente Teórico", no qual o presidente dá "conceitos primários do socialismo".

O presidente venezuelano informou que "cada dia cresce mais a possibilidade de que acabe antes do tempo (a concessão)" a este meio de comunicação e advertiu que seus adversários "acreditam que, se isso acontecer, o governo vai cair e vão tentar fazê-lo. "

"Temos que preparar, porque é provável que isto ocorra (...) e se a oposição toma as ruas, chamando o golpe,(...) nós também iremos às ruas e os barraremos", acrescentou ele na nova versão do seu programa de rádio e televisão. Chávez acusou este meio de comunicação, sem dar seu nome, de "violação da lei, contestar o governo, lançar rumores, a incitação ao assassinato, a guerra civil e ao ódio."

Semelhantes críticas o presidente tem feito ao canal de notícias 24 horas Globovisión, crítico do governo, que considera "terrorista e que" envenena as mentes "da população venezuelana, algo que o país já não pode tolerar".

Sobre esta rede de televisão pesam vários procedimentos administrativos, uma multa de cerca de cinco milhões de dólares e um inquérito criminal para apurar se permitiu ou contribuiu para tais crimes em seus programas, o que poderia conduzir ao seu encerramento.

Na quinta-feira, meia centena de jovens organizaram uma manifestação em Caracas contra o encerramento dos meios de comunicação e a favor da liberdade de expressão, organizada pelo movimento "Um mundo sem garras", garantindo que ações semelhantes foram repetidos em 22 estados país e contra as embaixadas da Venezuela em 38 cidades do mundo.

Em Maio de 2007, a concessão da estação de televisão RCTV (opositora ao governo) venceu e o governo decidiu não renová-la.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Dois Espinhos na Garganta

O escritor peruano Alvaro Vargas Llosa, disse, durante uma conferência na Universidade de Granada (Espanha), que a Colômbia e o Peru "ainda não caíram" na "órbita" de Hugo Chávez. Contudo, ele acrescentou que o líder venezuelano tem organizado, nestes países, "uma campanha de desestabilização através de movimentos populares e partidos políticos".

A Universidade espanhola irá agraciá-lo com um doutordo "honoris causa".

Vargas Llosa definiu o líder da oposição e presidente do Partido Nacionalista Peruano (PNP) de seu país, Ollanta Humala, como a "carta de Chávez no Peru ", e afirmou que "muitos de seus seguidores [de Humala] são chavistas e acreditam que ele representa o caminho peruano para o socialismo do século XXI ".

Ele, que também ganhou o prêmio Príncipe das Astúrias de Letras e do Planeta, entre outros reconhecimentos, referiu-se também à situação em democracias ocidentais hoje. Rotulou-as de "medíocres" e criticou o "pouco entusiasmo" que geram, o que, na sua opinião, se deve ao fato de que "os melhores ficam longe da política, pois parece insignificante", de modo que aqueles que eventualmente desenvolvem este trabalho são "oportunistas".

"Nós gozamos alguns privilégios que ignoramos", recordou o peruano, que insistiu em que "quem vive em uma ditadura como a de Cuba ou da Coreia do Norte ou da Venezuela, ou em uma pseudodemocracia, sonharia em viver em tais democracias medíocres que tanto desprezo nos inspiram".

Assim, afirmou que da mesma forma que "quem vive em uma ditadura não necessita de nenhuma teoria para aprender o que é e o que não é uma ditadura", tal situação "deveria ser a mesma para aqueles que vivem em uma democracia, mas não é verdade", lamentou.

Sobre a sua terra natal, o escritor afirmou que existia "a ingênua crença de que não era um país violento", uma idéia que qualificou como "mais uma ilusão", que desapareceu com a atividade do grupo terrorista Sendero Luminoso nos anos 80, uma experiência "terrível" que "criou um trauma muito presente" na vida quotidiana do Peru.

Ao relacionar a realidade de seu país com a sua carreira literária, Vargas Llosa recordou dois anos da sua permanência no colégio militar Leoncio Prado, o que lhe permitiu descobrir "a verdade" de seu país: "A violência, preconceito, o ressentimento e o racismo que tanto distanciavam os peruanos uns dos outros".

por EFE, no El Tiempo.com
Tradução: José Ricardo Weiss

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chávez Aprofunda o Modelo - Cada Vez Mais

"No sé si estoy retenido o detenido, confiscaron mi pasaporte, pero no me han dado mayores explicaciones", señaló Álvaro Vargas Llosa vía telefónica, luego que se produjera una situación irregular en el aeropuerto internacional de Maiquetía, Venezuela.

Álvaro pudo comunicarse con un medio venezolano para denunciar la ilícita detención "Vine solo pero soy parte de un evento donde vienen invitados del extranjero. Como sabes (al periodista) es un evento que tiene mucha importancia para todos los que creemos en la libertad", dijo vía telefónica con Globovisión.

Álvaro Vargas Llosa, que viajó a Venezuela para acudir al foro Libertad de Expresión y Democracia y la lleva más de dos horas "retenido" y sin saber el motivo.

Como se recuerda hace algunos días el Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV, en el poder) advirtió que el escritor Mario Vargas Llosa, (padre de Álvaro) sería expulsado de Venezuela si es que "destabiliza" al país Vargas Llosa resto importancia a estas afirmaciones.

La Liberación
El periodista y escritor peruano Álvaro Vargas Llosa fue dejado libre por las autoridades migratorias de Venezuela luego de que sea retenido dos horas en el Aeropuerto Internacional de Maiquetía, en Caracas.

"Me impidieron seguir hablando por teléfono pero luego me pusieron ya en libertad, me dijeron que no tengo derecho a hacer declaraciones políticas, que estoy aquí de visitante o turista y que como tal no tengo derecho a opinar políticamente", expresó el intelectual.

Álvaro Vargas Llosa y su padre, Mario Vargas Llosa, así como otros intelectuales de diversos países, entre ellos el español Pablo Izquierdo, presidente de la Fundación Iberoamérica Europa (FIE) han sido invitados por el Centro de Divulgación del Conocimiento Económico por la Libertad (Cedice), que dirige Alfonzo, a participar en un foro que se efectuará los días 28 y 29 de mayo, de reflexión sobre temas como la libertad, la democracia, la propiedad y el combate a la pobreza.

no El Diario.com

Comento:
A Venezuela está a passos largos na implantação dos ditâmes da organização socialista chamada Foro de São Paulo. Todos os negócios estão sendo nacionalizados: bancos, siderúrgicas, petrolíferas, portos, aeroportos. Chávez está até mesmo intervindo nas cidades e estados em que a oposição ganhou democraticamente.

Mas ele, que também foi reeleito pela terceira vez consecutivamente pelos votos da população, não crê em democracia. A democracia já lhe serviu, pois conseguiu seu maior intento: poder ser reeleito indefinidamente, como é feito em Cuba. A diferença entre ambas as nações, ainda, é que na Venezuela ainda existem partidos de oposição. Mas não por muito tempo...

Chávez vem plantando mentiras a respeito dos opositores a fim de tirá-los do poder e colocar membros de seu PSUV no lugar e tomar, cada vez mais, o poder no país, até que seja um novo Fidel Castro - um ditador, porém, sem revolução -, usando, como bom esquerdista adestrado pelo gramscismo, a democracia para solapá-la.

Álvaro Vargas Llosa, como se sabe, é profundo crítico em relação ao que o governo do ditador bobolivariano vem fazendo na Venezuela. E, por isto, Chávez quer calá-lo: é uma voz de oposição! E esquerdistas não suportam, sequer, uma única voz de oposição. Stalin mandava fuzilar. Mas os tempos são outros e muito da mídia da internet está de olho. Então, somente um "calaboca" é pedido - com a maior truculência possível.

Este é "o outro mundo possível" destes seres abjetos conhecidos como esquerdistas. É o socialismo real - e cada vez mais semelhante àquele que destruiu milhões de seres humanos onde foi implantado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Início

O início deu-se com as ideias mentecaptas de um sujeito chamado Karl Marx, judeu, burguês, racista, criado e educado em escolas católicas mas, depois, aparentemente, convertido ao satanismo.

Criou uma religião chamada socialismo/comunismo, juntamente com Friedrich Engels, seu sustentáculo financeiro durante anos, pois não conseguiu gerir a fortuna herdada.

Gerou um monstro que foi seguido por Lenin e terminou com a escravização do povo russo após a revolução russa, onde os "bolcheviques" tomaram o poder, assassinando os "mencheviques", também seguidores do chamado marxismo e co-patrocinadores da tal revolução.

A saga do escravizado povo russo durou décadas e o sistema comunista, naquela nação imperialista terminou em 1989, com a queda de um de seus símbolos mais idióticos: o Muro de Berlim, que separava a Alemanha em duas áreas - a ocidental, capitalista, rica e próspera, da oriental, pobre, famélica, decadente, mostra bem clara do que o sistema socialista faz pela "qualidade de vida" dos povos a ele submetidos.

Não contentes com a queda do regime mais assassino de todos os tempos, brasileiros filiados ao PT (Partido dos Trabalhadores), do Brasil, juntaram-se a outro socialista assassino, este ditador em Cuba, e seu partido político, o PC (Partido Comunista) para, juntos, formar uma entidade chamada Foro de São Paulo.

A primeira reunião da famigerada entidade ocorreu já em 1990 e tinha como premissa "recuperar aquilo que se perdeu no Leste Europeu", ou seja, o próprio regime comunista - já modelo de dominação na ilha cuabana, nas mãos de Fidel Castro desde 1959.

Este blog irá mostrar os passos que os membros do Foro de São Paulo têm feito no sentido de dominar o sub-continente para formar uma única nação nos moldes soviéticos, e impor o socialismo como forma de regime. E, paulatinamente, eles vêm conseguindo seu intento.